Se você acha caro contratar um profissional, espera até contratar um amador

Tem um provérbio americano que todo negócio deveria colar na parede: “if you think hiring a professional is expensive, wait until you hire an amateur.”

Se você acha caro contratar um profissional, espera até contratar um amador.

O que parece economia e não é

O freela de R$300 que vai fazer o site parece mais inteligente do que a agência de R$3.000. Até o site ficar pronto — e não converter nada, não abrir no celular, sumir do ar no primeiro mês.

O designer barato que faz a identidade visual parece uma boa escolha. Até você precisar rebranding dois anos depois porque o posicionamento não chegou nem perto.

O gestor de tráfego que cobra pouco parece vantagem. Até você perceber que pagou R$1.500 por mês de gestão e queimou R$8.000 em verba sem resultado rastreável.

O amador não cobra caro pela hora. Cobra caro pelo resultado que não entrega.

A conta que a maioria não faz

Quando você contrata mal, você não paga só o preço do serviço. Paga o serviço mais o retrabalho, mais o tempo perdido, mais a oportunidade que ficou pra trás enquanto você esperava, mais o custo de contratar de novo.

Um projeto de R$500 mal feito que precisa ser refeito por alguém competente por R$4.000 não saiu por R$500. Saiu por R$4.500 — mais meses de atraso.

E isso é o cenário onde dá pra consertar. Tem situação onde o dano não tem conserto: campanha que queimou reputação, contrato mal redigido que virou processo, produto lançado sem validação que afastou o mercado.

Por que a gente continua fazendo isso

Porque o preço do profissional é visível. Está na proposta, em real e centavos.

O custo do amador é invisível — aparece depois, diluído em tempo, em retrabalho, em resultado que não veio. Difícil de atribuir. Fácil de racionalizar como azar ou circunstância.

O problema não é falta de dinheiro. É falta de uma conta honesta sobre onde o dinheiro vai parar de qualquer jeito.

Quando faz sentido economizar

Faz sentido economizar em processos que você entende bem o suficiente pra avaliar a entrega. Faz sentido quando o erro tem baixo custo e é reversível.

Não faz sentido economizar em áreas onde você não tem referência pra julgar qualidade — porque vai comprar pelo preço e vai descobrir o valor só lá na frente.

A diferença entre profissional e amador raramente aparece no portfólio. Aparece no que acontece quando dá problema — e sempre dá.

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